O Hélder  Moutinho nasceu em Oeiras há 45 anos, numa família onde o fado sempre esteve muito presente. Fadista e poeta, é longo o seu percurso artístico. Há cerca de um ano, o Museu do Fado convidou-o para abrir a Maria da Mouraria, na casa onde morreu a Severa, uma das figuras míticas da história do fado e do bairro da Mouraria.

A D. Madalena Monteiro nasceu em 1927, há 86 anos, na rua das Farinhas, onde ainda hoje vive. Diz-nos que esta é a única canção que canta, apesar de estar sempre a ouvir fado em casa, mas quis partilhá-la connosco. Quando era nova gostava muito de dançar, “corria seca e meca só para ir a um bailarico”, às escondidas da sua mãe. Foi costureira durante muitos anos, e agora reformada gosta de ir para o Centro de Dia de São Cristóvão estar com outras pessoas.

Fado “Minha Mãezinha” cantado pela D. Violeta Quintas.

A d. Violeta tem 79 anos, nasceu no Campo de Santa Clara mas desde que casou viveu sempre na Mouraria, na Rua do Beco das Farinhas, onde tem uma fotografia da Camila Watson à porta da sua casa. Quando era miúda era usual a vizinhança vir para a rua cantar e ela ouvia-os e cantava também, mas quando insistiram com a sua mãe para que a pusesse a cantar o fado de forma mais profissional a mãe respondeu” no fado já ela anda, porque tem de trabalhar para comer”. 

Não foi à escola porque tinha de trabalhar e tomar conta dos irmãos mais novos. Foi bordadora, depois florista. Agora já reformada, frequenta o Centro de Dia de São Cristóvão onde está sempre acompanhada e a fazer actividades que lhe dão prazer.

Fado “Eterna Amizade”, cantado pela D. Antónia Baião.

A D. Antónia  tem 80 anos, nasceu em Alfama e vive na Mouraria. Durante muitos anos foi lavadeira no lavadouro do Largo da Rosa, agora continua a passar lá parte dos seus dias, mas no Centro de Dia que aí fica. Gosta muito de cantar em paródia, com xs amigxs e diz que canta para não estar calada. Há pouco tempo foi operada, conta que se levantou da marquesa e começou logo a cantar o fado e comenta:  “tive ontem alta, depois de ser operada, e o pessoal do hospital não me deixou vir embora sem cantar-lhes um fadinho”.

Muito Obrigada!

A todas as pessoas que participaram até agora e a todas as que puderam estar presentes no dia 22 de junho na apresentação d’A Música da Mouraria a Gostar Dela Própria, no arraial da Associação Renovar a Mouraria. 

Águas de Bacalhau, Lisboa, música instrumental portuguesa

Antónia Baião, Lisboa, fado

Arminda (rua do capelão)-Coimbra, Quadras

Arminda, Minho, cantigas populares Minho

Baguinho, Lisboa, pregões

Bruna Rita e Soraia Rita, Lisboa, fado

Bunker Boy Sabin, Cannable MGM, Zenith Pariyar e Rahul KC, Nepal, tradicional Nepal

Carlos Barreto, Lisboa, contrabaixo, jazz

Celeste, Minho, responso de Sto António

Chen Wen Hua, China, piano, tradicional chinesa

Daniel Toscano, Alentejo, fado e popular alentejana

Dauda, Senegal, África, guitarra, autor

Diogo Santos, Lisboa, guitarra, autor

Elvira Igrejas, Lisboa, fado

Ermelinda Rodrigues, Minho, populares

Fateh Singh, India, harmónio, autor

Fátima Garcia, França/Tomar, fado

Gonçalo Possolo, Lisboa, guitarra, fado

Helena-Lisboa, pregões

Inês Valsinha, Coimbra, fado

Jorge Baeta, Coimbra, concertina

José Inácio, Beira Alta, cantigas populares Beira

Kilu, Africa, hip hop

Laurinda Sales, Beira Alta, responso de Sto António

Liren Li, China, cítara chinesa, tradicional chinesa

Lurdes Santos, Lisboa, fado

Maria José, Alentejo, fado e tradicional alentejana

Mento, Cabo-Verde, tradicional Cabo-Verde

Milá, Angola, África, guitarra, autor (com João Branco, percurssão e Flapi, saxofone)

Moin Uddin Ahamed, Bangladesh, dança

Mukyo, Mauritania, África, percurssão

Silvio Teixeira, Coimbra, populares

Susana Simplicio, Lisboa, José Afonso

Vanessa Dias, Lisboa, dança

Zuzzane Szupura, Polónia, fado

Esperamos que esta lista continúe a aumentar…

A Rosinha dos Limões, cantada pela Inês Valsinha e tocada pelo Gonçalo Possolo.

A Inês Valsinha nasceu em Cantanhede, Coimbra e veio para Lisboa com 18 anos. Com excepção de algumas temporadas no Brasil, nunca mais de cá saiu. Canta desde que se lembra de ser gente, organizava concursos e concertos com as amigas quando era miuda. Agora só canta em casa quando “lhe dão ganas” ou em festas com xs amigxs ou nas atividades que organiza a Renovar a Mouraria, associação onde trabalha como diretora. 

Para cantar esta música, pediu ao Gonçalo Possolo que a acompanhasse na guitarra. O Gonçalo tem 17 anos, é estudante e começou a tocar fado por influência do pai. Aprende guitarra na Escola de Fados do Grupo Desportivo da Mouraria. E para além do fado corrido, o seu preferido, gosta de rock.

No próximo domingo,

dia 22, iremos apresentar alguns dos vídeos que gravámos até agora, no arraial da Associação Renovar a Mouraria, às 21h no Beco do Rosendo. Vamos aproveitar o écran gigante e partilhar a música da Mouraria a gostar de si própria. Gostávamos muito de ter a vossa companhia! Quanto à Biopsia de Londres, o documentário sobre a paisagem sonora da Mouraria, esse ficará para daqui a uns tempos, mas não muitos… 

Até domingo!

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Mais um video da Fátima Garcia, agora a cantar o fado do desencontro da Ana Moura.

A Fátima nasceu em França há 32 anos, país onde os pais estavam emigrados. Quando tinha 8 anos regressaram a Tomar. A mãe cantava fado sempre que fazia limpezas em casa, o irmão tocava bateria em tudo o que podia e a Fátima inventava microfones. Diz que não se lembra de não cantar. Vive e trabalha na Mouraria, desde há 7 anos que adotou este bairro como seu e é lá que canta enquanto mete Mãos à Dobra e vende os seus origamis.

A Inês Valsinha nasceu em Cantanhede, Coimbra e veio para Lisboa com 18 anos. Com excepção de algumas temporadas no Brasil, nunca mais de cá saiu. Canta desde que se lembra de ser gente, organizava concursos e concertos com as amigas quando era miuda. Agora só canta em casa quando “lhe dão ganas” ou em festas com xs amigxs ou nas atividades que organiza a Renovar a Mouraria, associação onde trabalha como diretora.

Para cantar esta música, pediu ao Gonçalo Possolo que a acompanhasse na guitarra. O Gonçalo tem 17 anos, é estudante e começou a tocar fado por influência do pai. Aprende guitarra na Escola de Fados do Grupo Desportivo da Mouraria. E para além do fado corrido, o seu preferido, gosta de rock.

A Bruna tem 13 e a Soraya têm 17 anos. São irmãs e em casa ouviam fado amiúde, pois o pai gostava muito. Começaram a gostar também e a querer cantar. Primeiro foram estudar para o Clube de Lisboa Amigos do Fado, em Marvila, depois ouviram falar na Escola de Fado do Grupo Desportivo da Mouraria e resolveram inscrever-se e continuar a aprender a cantar o fado. Gostam de música clássica, de pop, de jazz e “de cantar tudo o que lhes passa pela cabeça”.

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